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CORE: Conectando objetivos 3/9 – Estágios motivacionais para mudança de comportamento

CORE: Conectando objetivos 3/9 – Estágios motivacionais para mudança de comportamento

Conheça, agora, os estágios motivacionais de Prochaska e entenda como esse método pode auxiliar na mudança de comportamento e no alcance de objetivos.

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Se você está acompanhando nossa campanha Core: Conectando Objetivos, viu que no texto anterior nós falamos sobre os 6 pilares da qualidade de vida.

Os pilares da qualidade de vida, ou pilares da vida multidimensional, foram respaldados na teoria do Pentáculo do Bem Estar.

Com base nessa teoria, os elementos que devem ser trabalhados para viver com mais qualidade são: atividade física; nutrição; comportamentos preventivos; relacionamentos sociais; controle do estresse e educação financeira (este último adicionado pela Ludera).

Para que essas áreas da vida sejam bem trabalhadas, promovendo melhorias no seu dia a dia, é necessário fazer uma série de mudanças de hábitos, eliminar vícios e modificar comportamentos inadequados.

No texto de hoje vamos falar sobre os estágios motivacionais de Prochaska, e porque essa metodologia pode ser eficaz na mudança de hábitos e padrões comportamentais.

Os estágios motivacionais de Prochaska e Diclemente

A mudança de hábitos prejudiciais não é um processo fácil, exige muita determinação e foco.

Reconstruir repertórios comportamentais é algo complexo, porque os comportamentos repetidos continuamente se tornam, de certo modo, automáticos, e isso os caracteriza como uma espécie de vício.

O nosso modo de agir começa na mente. Temos esquemas cognitivos cristalizados, crenças e pensamentos automáticos que determinam nossas ações.

No entanto, nossos processos mentais podem ser reconfigurados e, com muito treino, é possível alterar os padrões de pensamento e, por consequência, os padrões de comportamento.

Nos anos 70, James Prochaska e Carlo Diclemente, pesquisadores norte-americanos, criaram um método que envolve a superação de vícios, obsessões e hábitos inadequados, através de uma sequência de estágios motivacionais.

A motivação não deve ser definida como uma característica pessoal, inerente à personalidade de determinados indivíduos, e sim como um estado evolutivo, uma condição para ação, um ímpeto de transformação, que parte da decisão de mudança.

A teoria motivacional de Prochaska, que contempla 5 etapas, oferece um mapa conceitual eficaz para guiar as empresas nas ações de engajamento e programas de qualidade de vida, oferecendo a intervenção correta e personalizada para cada colaborador, de acordo com seu estágio.

Os estágios motivacionais de Prochaska e Diclemente são:

1. Pré-contemplação

Nesse primeiro estágio o fator predominante é a falta de intenção de mudança. Isso significa que existe certo comodismo do indivíduo em relação à sua vida e aos seus hábitos.

Pode-se dizer que nessa fase o comportamento problema nem mesmo é visto, pela própria pessoa, como um mau hábito. Isso caracteriza a postura do indivíduo como ‘em negação’ ou ‘resistente’.

Como exemplo, podemos citar a alimentação desequilibrada, rica em açúcar, gordura e alimentos ultraprocessados, onde a pessoa não tem intenção de modificar seu comportamento alimentar e não considera isso como um problema de alto risco para sua saúde.

Uma intervenção, nesse sentido, teria o objetivo de conscientizar o indivíduo sobre os prejuízos desses hábitos, e incentivar pensamentos sobre os benefícios das mudanças.

2. Contemplação

No estágio de contemplação, o indivíduo já tem consciência de que algo está errado e admite que seu comportamento possa gerar consequências negativas. Entretanto, ainda não tem recursos comportamentais, ou motivação, para modificar a situação.

O contemplador se posiciona de forma ambivalente. Ao mesmo tempo em que considera a possibilidade de mudar os hábitos, também rejeita essa hipótese.

Voltando ao exemplo acima citado, sobre nutrição: a pessoa sabe que se alimenta de forma errada, mas ainda não tem vontade de efetuar mudanças práticas em sua rotina alimentar.

Nesse estágio, a intervenção consiste em encorajar a mudança, através de estratégias que incluam informação, reflexão e redução de obstáculos.

3. Preparação

Na fase da preparação, o indivíduo está ciente do problema e com disposição para colocar as mudanças em prática.

Os pontos principais desse estágio motivacional são a assunção da responsabilidade e a elaboração de um plano de ação.

Para que uma intervenção produza resultados efetivos, é importante dar enfoque a estratégias de apoio como: negociação, envolvimento, compromisso e criação de autoimagem.

4. Ação

A ação começa quando a pessoa define seu plano para tornar real a intenção de transformação.

Nessa fase, é de suma importância delinear recursos e estratégias de apoio, para assegurar que o plano seja executado com eficácia.

Fornecimento de suporte, introdução de reforçadores e elaboração de alternativas são meios de intervenção durante esse estágio.

5. Manutenção

O último dos estágios motivacionais de Prochaska é a manutenção. Nesse estágio, o foco do trabalho é a prevenção às possíveis recaídas, assim como a consolidação das transformações já realizadas na etapa anterior.

O maior indicador da efetividade das mudanças é a estabilidade dos novos hábitos. Estes devem ser mantidos de forma definitiva na rotina do indivíduo.

O estágio de manutenção não significa o fim da jornada, ao contrário disso, trata-se apenas do começo das mudanças, do início de uma vida com mais qualidade.

Esse estágio deve ser estimulado continuamente, e as estratégias de intervenção se baseiam em autocontrole, comprometimento e recompensas.

É necessário ressaltar que os estágios não são degraus fixos, mas são passíveis de regressão, ou seja, sempre existe a possibilidade de recaída e retorno aos estágios anteriores.

A importância do reconhecimento do estágio

Quer entender a diferença dos estágios motivacionais de Prochaska sob uma ótica mais divertida?

Observe a família Simpsons:

  • Homer (estágio Pré- Contemplativo): péssimo exemplo de saúde, mas não considera isso um problema, não tem nenhuma intenção de mudar seus hábitos;
  • Marge (estágio Contemplativo): Como mãe, tem consciência da necessidade de incentivar os bons hábitos em sua família, tem um posicionamento mais maduro, se comparada ao Homer, mas ainda assim não é um exemplo de regularidade e equilíbrio (conforme os pilares da Ludera);
  • Meggie (estágio da Preparação): criança na fase de conhecimento e exploração, buscando todas as novidades do mundo;
  • Bart (estágio da Ação): elabora vários planos de ação, começa diversas atividades e não prossegue, não consegue chegar à fase manutenção;
  • Lisa (estágio da Manutenção): exemplo de dedicação em tudo o que se dedica fazer.

Conseguiu ver as diferenças nessa ilustração?

Necessário salientar que, para ter um equilíbrio entre os seis pilares da qualidade de vida, é necessário que a própria pessoa saiba reconhecer em qual dos estágios motivacionais ela está.

Por exemplo, no pilar “Nutrição” (consumir mais frutas e verduras e moderadamente gorduras saturadas e carboidratos), em que estágio você está?

ESTÁGIOS DE MUDANÇA DE COMPORTAMENTO E SUAS CARACTERÍSTICAS
EstágiosCaracterísticas
Pré-contemplaçãoNão tenho intenção de mudar meu comportamento nos próximos seis meses
ContemplaçãoTenho seriamente a intenção de mudar o comportamento nos próximos seis meses
PreparaçãoPretende agir num futuro próximo (em geral no próximo mês)
AçãoJá incorporei o comportamento por menos de seis meses
ManutençãoJá estou agindo há mais de seis meses e as chances de retorno ao antigo comportamento são mínimas

Na verdade, esse é o passo inicial para incentivar mudanças de estilo de vida. É importante saber em qual estágio comportamental o colaborador se encontra, principalmente em relação aos pilares que possuem uma deficiência maior.

A partir do reconhecimento da etapa, é possível promover um maior envolvimento do indivíduo no processo de mudança e definir estratégias personalizadas e fundamentadas nas características específicas de cada perfil, com o objetivo de evoluir na escala dos estágios.

As abordagens da Ludera são voltadas, sobretudo, aos dois primeiros estágios motivacionais de Prochaska, visando mudanças de estilo de vida com ações simples e eficazes. Desse modo, as pessoas adquirem mais motivação e seguem em progressão continuada, superando desafios e obtendo pequenas vitórias, dia após dia.

Isso é tudo por hoje. Aguarde nosso próximo texto da campanha Core: Conectando objetivos.

Até lá!

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