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CORE: Conectando Objetivos 2/6 – Os 6 pilares da qualidade de vida

CORE: Conectando Objetivos 2/6 – Os 6 pilares da qualidade de vida

Você já ouviu falar sobre os pilares da qualidade de vida? Saiba quais são esses elementos e a importância deles para o desempenho pessoal e funcional das pessoas.



No texto anterior da campanha “Core: Conectando Objetivos Pt. 1 - O funcionário como indivíduo”, foi abordada a questão das rápidas mudanças que a sociedade moderna está enfrentando, e a importância de ter habilidade para lidar com essas transformações, tanto no âmbito pessoal quanto corporativo.

Recapitulando, brevemente, o que foi explanado no texto anterior: falamos sobre o tipo de cultura organizacional, predominante em boa parte das empresas, que ainda é influenciada pelo tradicionalismo da busca por eficiência e produtividade dos funcionários.

Mas esse cenário, a passos lentos, já começou a adquirir novas nuances. As empresas têm observado que, para promover melhorias no desempenho do colaborador, é necessário conhecer e trabalhar suas necessidades, expectativas e características pessoais.

O funcionário não é mais visto como um número, assim como não é mais viável aplicar as mesmas metodologias de forma generalizada.

Cada indivíduo quer ser reconhecido e estimulado de acordo com suas potencialidades. Isso é bom para o colaborador e vantajoso para os resultados no contexto corporativo.

Voltando agora para este artigo, vamos avaliar de que forma os diferentes pilares da qualidade de vida podem trazer reflexos positivos, ou negativos, para o desempenho do colaborador. E como a empresa pode intervir, baseando-se nessa premissa.

Quais são os 6 pilares da qualidade de vida?

Todos nós somos seres únicos, ímpares, cada qual constituído por qualidades e defeitos, forças, virtudes e vulnerabilidades. E, com frequência, as fragilidades e conflitos afetam vários aspectos da nossa vivência.

Se algo não vai bem aqui, pode repercutir ali. Isso significa que, para ter qualidade de vida, é importante estar em equilíbrio em todos os contextos.

A pergunta agora é: você sabe quais aspectos deve harmonizar para viver com qualidade? Sabe quais são os pilares da vida multidimensional?

  • Atividade física
  • Nutrição
  • Comportamentos preventivos
  • Relacionamentos sociais
  • Controle do estresse
  • Educação financeira

Os pilares da qualidade de vida têm como respaldo a teoria do Pentáculo do Bem Estar, que aborda cinco desses elementos (exceto educação financeira, que foi uma inclusão da Ludera acompanhando as mais modernas e consistentes abordagens ao tema "qualidade de vida").

Primeiro, vamos compreender os princípios do Pentáculo do Bem Estar. Em seguida, vamos detalhar cada um dos pilares da qualidade de vida. Confira.

O Pentáculo do Bem Estar

Os hábitos de vida da sociedade têm passado por notórias transformações nas últimas décadas.

Três aspectos (decorrentes dos avanços tecnológicos, do senso de urgência, e do alto fluxo de demandas, informações e tarefas) são destaque nesse cenário de mudanças: redução de atividades físicas; alteração nos padrões de alimentação; altos níveis de estresse.

Essas transformações geram um paradoxo: estamos vivendo por mais tempo e com menos qualidade de vida?

A expectativa de vida aumentou, mas, em contrapartida, muitas mudanças nos hábitos de vida se tornaram nocivas.

Com base nessas reflexões, alguns conceitos fundamentais para a qualidade de vida passaram a ser mais explorados, resultando na teoria do Pentáculo do Bem Estar.

Os seis pilares da vida multidimensional

  1. Atividade física

Num passado não muito distante, carros eram itens de luxo, as pessoas se locomoviam a pé com mais frequência, assim como as atividades ocupacionais exigiam mais esforço físico.

Hoje, na sociedade moderna, automatizada e informatizada, temos todas as condições para não realizar atividades físicas.

As pessoas que mantêm os exercícios físicos na rotina, o fazem por gosto, aptidão, prazer.

Mas o sedentarismo se tornou fator de risco para sérias doenças, como obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares.

As atividades físicas contribuem para uma vida mais saudável, e devem ser estimuladas também no ambiente corporativo.

Além do bem estar, e da prevenção de uma série de problemas de saúde, a prática de atividades físicas também favorece a liberação de endorfina na corrente sanguínea (neurotransmissor considerado um analgésico natural, e responsável pelas sensações de bom humor e relaxamento).

  1. Nutrição

A sociedade contemporânea, tomada pela pluralidade de tarefas e pelo senso de urgência, passou por drásticas transformações nos padrões alimentares.

Nas décadas passadas, as refeições eram regradas e baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados. Na atualidade, é evidente o consumo de produtos industrializados, embutidos, refinados, ricos em gorduras saturadas, agrotóxicos e outras substâncias químicas.

Se de um lado a comercialização de produtos ultraprocessados é cada vez mais incentivada, do outro lado está a constante idealização do corpo fitness como ícone dos padrões de beleza.

Qual o resultado disso? Uma vasta gama de “dietas milagrosas” que prejudicam ainda mais a saúde.

A alimentação saudável é, sem dúvidas, um dos pilares da qualidade de vida. Mas é importante que haja conscientização e incentivo em todos os ambientes que as pessoas frequentam, inclusive no local de trabalho.

  1. Comportamentos preventivos

Comportamentos preventivos são elementos fundamentais para segurança e longevidade. São ações que evitam riscos e prejuízos à saúde e ao bem estar, como:

  • Utilizar cinto de segurança
  • Usar protetor solar
  • Usar preservativos nas relações sexuais
  • Evitar posturas e cargas inadequadas que levam às lesões por esforço
  • Trabalhar respeitando as normas de segurança
  • Evitar cigarro e bebidas alcoólicas
  • Não usar drogas

  1. Relacionamentos sociais

Não há dúvidas de que os relacionamentos integram os pilares da qualidade de vida, e podem influenciar todos os contextos de vivência.

Como exemplo, vemos o quanto um conflito pessoal pode afetar negativamente o rendimento profissional. Da mesma forma, um problema interpessoal no ambiente de trabalho acaba prejudicando a tranquilidade do sujeito fora do contexto corporativo.

A habilidade para cultivar bons relacionamentos é um dos elementos primordiais para viver bem. Inclusive, estudos já comprovaram que características como individualismo e hostilidade são fatores de risco para o desenvolvimento de algumas doenças crônicas.

O convívio com as outras pessoas, seja no ambiente pessoal ou profissional, pode ser melhorado se outras características forem estimuladas, como bom humor, criatividade, tolerância, otimismo, confiança, entre outras.

  1. Controle do estresse

O estresse é um dos problemas mais marcantes da sociedade contemporânea. Isso se deve a inúmeros motivos: multiplicidade de tarefas cotidianas para realizar; dificuldade em encontrar um trabalho que goste; alta demanda de consumismo; violência; intolerância; relacionamentos desestruturados; insegurança quanto ao futuro, etc.

A forma como cada um lida com os eventos estressores do dia a dia é que define a situação como reversível, ou evolui para um quadro ainda mais grave, como um transtorno psicológico.

A qualidade de vida depende do equilíbrio, e para viver em equilíbrio é necessário adotar certas medidas para lidar com o estresse.

É essencial que campanhas dessa natureza sejam realizadas no ambiente corporativo, considerando que o local de trabalho costuma estar associado a boa parte dos casos de estresse.

 

  1. Educação financeira

Esse elemento não integra o Pentáculo do Bem Estar. Essa foi uma inserção da Ludera, por se tratar de um fator relevante para a qualidade de vida e acompanhando os principais e mais consistentes indicadores de gestão do trabalho (link).

Quantas pessoas têm nos problemas financeiros a fonte de seus principais conflitos?

A desorganização das finanças pode se transformar em situações de alta complexidade e de difícil resolução, afetando a tranquilidade, o bem estar e a vida ocupacional das pessoas.

Por isso, aliada aos 5 pilares já descritos, a educação financeira também é um elemento fundamental para alcançar equilíbrio e qualidade de vida.

Utilizando a metodologia Prochaska

Para equilibrar os seis pilares da qualidade de vida, algumas mudanças precisam ser feitas nos padrões de comportamento.

Nenhuma transformação acontece sem esforço!

Para auxiliar nessa jornada de desconstrução e reconstrução de hábitos de vida, vamos falar ao longo da campanha Core sobre a metodologia Prochaska.

Esse método foi desenvolvido nos anos 70, pelos pesquisadores norte-americanos James Prochaska e Carlo Diclemente. O estudo abrange estágios motivacionais que devem ser escalados para eliminar vícios e padrões inadequados de comportamento, a fim de atingir novos objetivos.

Os cinco estágios motivacionais do modelo Prochaska são:

  • Pré-contemplação
  • Contemplação
  • Preparação
  • Atitude
  • Manutenção

Quer conhecer detalhadamente cada um desses estágios? Acompanhe nosso próximo artigo da série Core: Conectando Objetivos.

Até breve!

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