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Entenda sobre a cobrança de franquia no uso dos convênios médicos

Entenda sobre a cobrança de franquia no uso dos convênios médicos

As regras que regem os planos de saúde estão em constante mudança. Por serem um benefício oferecido pela empresa, o gestor precisa acompanhar essas alterações legais. Atualmente, está sendo discutida a cobrança de franquia no uso dos convênios médicos.

Você sabe o que muda com essa nova modalidade de pagamento? Entende como afetará a vida dos colaboradores que têm o plano de saúde? Neste artigo, explicaremos sobre esse assunto.

O que são planos de saúde com coparticipação e franquia?

A modalidade de cobrança com coparticipação já está no cenário das empresas de saúde há algum tempo. Nele, o cliente assume parte dos custos com os procedimentos médicos toda vez que faz uso do plano de saúde.

No entanto, com as novas regras da ANS (Agência Nacional de Saúde), surgirá a cobrança de franquia. Esse modelo de pagamento já é praticado pelas empresas de seguro de carro.

Com algumas adaptações, será inserido também no setor privado da saúde. Funcionará assim: na franquia comum, o beneficiário que utilizar os serviços médicos pagará um valor extra se ultrapassar o limite da sua franquia.

Vamos exemplificar: imagine que um usuário faça um contrato no qual é estabelecido que apenas procedimentos até 150 reais fossem cobertos pela empresa de plano de saúde. Sendo assim, qualquer serviço médico acima desse valor seria pago pelo cliente.

Outro tipo de franquia é a acumulada. Nesse caso, é acordado um valor mínimo para que a operadora arque com os custos. Por exemplo, o cliente que possui uma franquia de 3 mil reais só receberá custeio da empresa se os procedimentos ultrapassarem essa quantia.

Que mudanças houve com a decisão da ANS?

Apesar de as regras para cobrança de franquia no uso dos convênio médicos ainda não estarem definidas, as empresas do setor comentam que o valor pago pelo cliente nessas duas formas de cobrança ao longo do ano não ultrapassará a quantia de 12 meses de mensalidade.

Essas novas normas estão causando muita discussão. De um lado, a ANS e as empresas de saúde defendem os novos critérios, pois justificam que os planos com franquias podem ficar entre 20% e 30% mais baratos, principalmente para os usuários que usam pouco os serviços médicos.

De outro lado estão as associações e entidades como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), que sinaliza contra as novas medidas.  De acordo com essas instituições, aqueles que precisam com frequência de serviços médicos, como idosos ou pessoas que possuem doenças crônicas ou graves, sofrerão prejuízos financeiros.

Sendo assim, essas entidades torcem para que o modelo de cobrança de franquia no uso dos convênios médicos seja revisto pensando mais nos usuários do que nas empresas de saúde.

Quando vão entrar em vigor os novos termos?

A ANS ainda não oficializou nenhuma mudança nos percentuais e limites para as modalidades de coparticipação e franquia. Acredita-se que essas normas sejam editadas em junho e entrem em vigor no fim deste ano ou início de 2018.

Quando a lei for publicada, as empresas de saúde terão entre 120 e 180 dias para implementar as novas diretrizes. Contudo, os planos de saúde antigos não serão atingidos pelas mudanças.

Sendo assim, os gestores precisam ficar atentos a essas transformações na área da saúde. Dessa forma, andarão segundo a legislação de nosso país.

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