Ludera

Obesidade: exatamente o que é e como vencê-la.

Obesidade: exatamente o que é e como vencê-la.

A saúde é, sem dúvidas, um dos nossos bens mais preciosos!

A evolução da nossa espécie e as demandas da sociedade moderna têm criado condições de vida cada vez mais nocivas à saúde. No cenário atual, a obesidade se destaca como um forte inimigo da vida saudável e da longevidade.

Neste texto, vamos apresentar as consequências da evolução tecnológica para os hábitos de vida, também vamos discorrer sobre os problemas decorrentes da obesidade e destacar as etapas necessárias para um processo de mudança comportamental. Ressaltando que essa é uma questão que afeta todos os aspectos da vida do indivíduo, inclusive seu desempenho profissional.

Acompanhe!

Os ganhos e os prejuízos da evolução tecnológica para a saúde humana

Não podemos negar que os avanços da tecnologia facilitaram a resolução de vários problemas, que antes eram prejudiciais ao ser humano:

– criamos novos métodos diagnósticos e alternativas de tratamento incríveis para as mais diversas doenças;

– melhoramos a produção de alimentos através de máquinas, insumos, controle de pestes, adubos, melhoramentos genéticos, etc.;

– as disputas mundiais pelo poder saíram do campo de batalha e partiram para o campo político e econômico.

E estes são apenas alguns exemplos, entre tantos outros ganhos que a humanidade obteve com o avanço da tecnologia.

Entretanto, se antes nossos maiores desafios se resumiam a infecções, fome e guerras, agora eles se apresentam na epidemia da obesidade (hoje, morrem mais pessoas por excesso do que por falta de comida), na agressão a si mesmo (suicídio faz mais vítimas do que as guerras) e no sofrimento emocional (estresse, ansiedade e depressão).

Isso significa que nosso mais perigoso inimigo está dentro de nós: nossas escolhas, decisões e hábitos. Aqui se evidencia um paradoxo: nosso desenvolvimento tecnológico agride as bases da nossa própria existência, tanto no aspecto individual (prejuízos à saúde física e mental) quanto no aspecto coletivo (desestrutura do núcleo familiar, rompimento das relações interpessoais, desigualdades e abismos socioculturais).

Nesse sentido, assistimos a uma elevação astronômica nos índices de depressão e ansiedade, configurando o ponto central dessa incongruência entre a evolução tecnológica e suas consequências negativas para o bem estar da nossa espécie.  Isso se reflete em atitudes autodestrutivas como o tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e alimentação inadequada.

Diante dessa realidade, surgiu o desafio de criar ferramentas capazes de promover mudanças de atitude, favorecendo a adoção de hábitos saudáveis e melhorias na qualidade de vida.

Na tentativa de combater o tabagismo, pesquisadores europeus e americanos desenvolveram uma teoria baseada em 5 estágios de mudança comportamental. Posteriormente, esse mesmo método foi adotado para abordar diferentes problemas no campo da saúde, da psicologia e do comportamento, incluindo hábitos de consumo e uso de recursos financeiros.

Mais a frente, neste artigo, falaremos novamente sobre os 5 estágios motivacionais. Agora, vamos explorar um pouco mais os problemas envolvidos na obesidade.

Os perigos da obesidade

Não há dúvidas de que estamos presenciando uma epidemia de obesidade!

Entre os brasileiros, o número de pessoas com sobrepeso ultrapassa 60% da população. Trata-se de um quadro bem mais grave do que se pensa e as consequências podem causar sérios prejuízos à saúde (culminando até em óbito). Os principais problemas incluem:

– hipertensão arterial;

– diabetes mellitus;

– aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos;

– esteatose hepática (gordura/ inflamação no fígado);

– problemas emocionais (estresse, depressão, ansiedade, transtornos de autoimagem, anorexia, bulimia, etc.);

– câncer;

– problemas respiratórios;

– doenças cardíacas;

– acidente vascular cerebral;

– sobrecarga e desgaste nos ossos e limitação dos movimentos.

A evolução tecnológica e o processo de urbanização criaram um estilo de vida baseado em atitudes que, combinadas com nossa carga genética, contribuíram para o aumento de peso da população mundial.

Os hábitos alimentares estão fortemente associados à ingestão de alimentos industrializados, com conservantes, açúcares e gorduras. São alimentos de fácil acesso, sabor agradável, menor custo e que dispensam gasto de tempo com o preparo.

Simultaneamente, ocorreu uma drástica redução da movimentação física, associada a diversos fatores, como: a utilização de automóveis; aumento da jornada de trabalho e redução do tempo livre; uso excessivo de computadores, smartphones e televisores; mudança das atividades de lazer.

Assim, combater o sobrepeso e a obesidade tornou-se um dos mais difíceis e mais necessários desafios do nosso tempo. A base desse processo é a criação de um balanço calórico negativo, que reduza a entrada de energia (dieta saudável) e aumente o consumo energético (atividade física).

As etapas da mudança de hábitos

É fundamental identificar as barreiras e os facilitadores para adotar um estilo de vida mais saudável e alterar o futuro sombrio que se desenha, mudando a história da nossa espécie!

Nossos antepassados necessitavam de alimentos gordurosos e menor movimentação física, para poupar energia durante os longos períodos de jejum. Vemos, portanto, que existe um aspecto histórico e evolutivo no nosso comportamento alimentar.

Esperamos que nossa evolução genética nos conduza à seleção de novos perfis, privilegiando genes que valorizem uma alimentação mais natural e com menor densidade energética e que favoreçam o movimento corporal, em detrimento da imobilidade e do ócio. Essa mudança só depende de nós: das nossas escolhas e atitudes.

Para possibilitar essa mudança, uma ferramenta que tem sido amplamente utilizada e apresentado bons resultados é a teoria dos estágios motivacionais de Prochaska e Diclemente, incluindo as etapas:

  1. Pré-contemplativa
  2. Contemplativa
  3. Preparação
  4. Ação
  5. Manutenção

Nas duas primeiras etapas, os principais desafios se referem à mudança na forma de pensar e reagir aos estímulos, de considerar os aspectos positivos e negativos envolvidos, de enfrentar obstáculos e reorganizar as prioridades. Nesse ponto, aspectos comportamentais, afetivos e psicológicos predominam e devem ser avaliados por um profissional de Psicologia.

Entre o terceiro e o quinto estágios, o enfoque é dado aos conhecimentos fisiológico, biológico e clínico. Após a reestruturação da mente, é necessário criar conceitos cognitivos e comportamentais de reforço, considerando a individualidade biológica, sugerindo alternativas e criando uma estrutura de ação para promover respostas efetivas e prazerosas.

As estratégias focadas em atividade física e dieta devem ser abordadas por uma equipe multidisciplinar, composta por um médico, um educador físico e uma nutricionista.

Nas próximas publicações, iremos exemplificar, de maneira prática, como identificar cada uma das etapas de mudança, elaborando estratégias de intervenção para conquistar uma atitude positiva diante do problema.

Esperamos, com essa campanha, motivar mudanças que contribuam para a evolução individual e para o bem coletivo, além de oferecer uma ferramenta capaz de ampliar a visão dos gestores no mundo corporativo, estreitando o relacionamento entre todos os membros do organismo empresarial, como parte de uma estrutura única, que só pode evoluir a partir da evolução de todas as partes.

Buscamos mudar a forma de pensar e agir em todos os níveis, criando um mecanismo de mudança comportamental e evolução contínua, saindo de uma postura passiva para uma postura ativa, desafiadora e disposta a superar obstáculos.

Finalmente, para fechar a discussão, apresentaremos uma publicação elaborada por um gestor do mundo corporativo, tecendo um paralelo entre a saúde do indivíduo e da empresa, evidenciando os efeitos positivos das intervenções de mudança nos hábitos de vida, tanto para o indivíduo quanto para a corporação.

Aguarde as próximas publicações! Enquanto isso, participe: deixe seu comentário aqui!

Deixe uma resposta

Fechar Menu